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Mudança de hábitos contra o Câncer

Muitos são os estudos e pesquisas que comprovam que, da prevenção ao tratamento, passando pelo manejo de reações adversas, nossos hábitos podem atuar em praticamente todas as frentes de batalha contra o Câncer. Conheça alguns:

 

Hábitos

 

Mais verde, menos carne

“Os vegetais têm antioxidantes, que combatem a formação de radicais livres, e fibras, que diminuem o contato do corpo com compostos tóxicos”, diz Renata Brum Martucci, nutricionista do Inca. Já o excesso de embutidos e o de carnes preparadas em altíssimas temperaturas nos enche de moléculas nocivas.

Dica: Um mix de castanhas! A ingestão semanal de 56 gramas de oleaginosas (dois punhados) foi associada, em um artigo americano e canadense, a uma queda de 42% no risco de reincidência de câncer colorretal.

Álcool?

O limite é de um drinque por dia para mulheres e dois para homens. “Só que isso entre gente com hábitos saudáveis”, salienta Renata. “Não sabemos se alguém obeso, sedentário e com má alimentação teria um risco adicional de sofrer com câncer ao beber, mesmo que apenas um pouco”, conclui.

Parar de fumar sempre ajuda

Existe a ideia de que, uma vez flagrado o câncer, não há razão para cessar o tabagismo. No entanto, a fumaça decorrente das tragadas eventualmente patrocina mais de um nódulo maligno ao longo da vida. Depois, as substâncias do cigarro interferem na ação da quimioterapia.

Reportar os sintomas ajuda (mesmo)

Entre 766 sujeitos com tumores avançados atendidos no Memorial Sloan Kettering Cancer Center (EUA), os que reportaram semanalmente pela internet seus sintomas viveram cinco meses a mais. “O impacto é maior que o de vários remédios modernos”, diz o oncologista Ethan Basch, autor da investigação. O médico André dos Santos, vice-presidente da Academia Nacional de Cuidados Paliativos, exemplifica: “A náusea pode sinalizar uma lesão renal pela quimio. Ao pegarmos isso cedo, temos como conter os danos”. O expert sugere escrever numa agenda sobre o tratamento e os efeitos colaterais.

O peso da obesidade

O excesso de gordura corporal exacerba a produção de certos hormônios que aceleram a multiplicação celular. “Esse é um dos motivos que explicam o vínculo entre a obesidade e tumores como os de mama”, afirma Stephen Stefani, oncologista do Hospital Mãe de Deus, em Porto Alegre. Cientistas da Universidade de Indiana, nos Estados Unidos, descobriram que mulheres obesas que perderam 5% ou mais do próprio peso tiveram uma redução de 56% no risco de manifestar câncer de endométrio.

Vale a pena fazer exercício físico

Uma pesquisa espanhola indica que a atividade física derruba pela metade o risco de mulheres com predisposição genética desenvolverem um tumor de mama. Outra, essa da Austrália, mostra que, entre 337 voluntárias com a enfermidade, as que se exercitavam possuíam o dobro de chance de estarem vivas após oito anos.

Dica! De acordo com um trabalho da Universidade de Rochester, nos Estados Unidos, a Ioga fez com que mulheres sentissem melhoras na fadiga decorrente do tratamento e na qualidade do sono.

Exame: cada um tem o seu

“É vital discutir avaliações preventivas com um médico”, crava Maria Del Pilar Estevez Diz, oncologista do Instituto do Câncer do Estado de São Paulo. Para gente suscetível ao câncer de mama, por exemplo, a mamografia, isolada, não seria suficiente. Segundo análise da Universidade Nacional de Seul, na Coreia do Sul, a combinação desse teste com a ressonância magnética acarretou mais detecções precoces e uma maior sobrevida em 3 mil voluntárias de alto risco. “Diagnosticar a doença no início ainda possibilita tratamentos menos agressivos”, diz Maria Del Pilar. E isso está nas suas mãos.

Fonte: saude.abril.com.br

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