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Empatize-se!

Nos últimos tempos a palavra “Empatia” tem ficado mais popular e graças a isso, podemos acessá-la mais e então fazer aquilo que é o mais importante: trabalhar para incorporá-la em nossas vidas, seja com nossos amigos, companheiros, filhos, clientes, pacientes, colegas.

Esta bonita palavra significa, basicamente, “ter a capacidade para sentir o que sentiria uma outra pessoa caso estivesse na mesma situação vivenciada por ela”. É mais ou menos, conseguir colocar-se no lugar do outro.

Realizar tal exercício pressupõe, acima de tudo, humildade e muita sensibilidade. “Empatizar” com alguém não significa apenas ouvir, por mais atentos que estejamos, por mais competentes que possamos ser, ainda assim pode ser difícil acessar e muito mais difícil sentir, como o outro está sentindo.

É difícil, porque o sofrimento é uma experiência absolutamente individual, a maneira como cada um assimila o que está vivendo, tem total relação coma sua história de vida, experiências, temperamento, crenças. Tomo como exemplo o caso de dois irmãos, criados pelos mesmos pais, no mesmo ambiente, que produzem reações emocionais e físicas, absolutamente diferentes frente uma mesma situação. É porque eles são diferentes. Possuem necessidades diferentes.

Para nos aproximarmos de verdade de alguém, é importante entendermos qual é sua necessidade, sua peculiaridade. É claro que vale nos perguntarmos, como seria se isto estivesse acontecendo comigo? (considerando exatamente o mesmo contexto). Apesar de isso, as vezes não ser o suficiente para nos fazer alcançar exatamente o que o outro está sentindo, pelo menos nos ajuda a refletir como pode estar sendo difícil esse cenário e a partir desta reflexão, julgar menos, ser menos crítico e então acolher, incentivar e ajudar mais.

 

Empatia!

 

Uma coisa é certa: cada um sente de um jeito! Entender isso, que o outro é diferente, pensa, percebe e se relaciona diferente com as situações, é fundamental! Pois permite que haja respeito na relação, que não prevaleça um saber absoluto, que não minimizemos a dor alheia, que não banalizemos a queixa. Mais do que dizer como o outro deve fazer, podemos lhe oferecer nossa escuta. E quanto mais aberta e mais livre de julgamentos ela for, mais empática ela será, e também mais eficiente.

Sabemos que na ânsia de ajudar, é difícil controlar os “palpites”: por que você não faz assim? Quem sabe tenta deste jeito? E aí, acabamos por “submeter” o outro à nossa maneira de pensar, o que pode até ser um pouco útil, mas é ineficiente no processo de ajudá-lo a tornar-se protagonista de sua história. É isso que vai de fato aliviá-lo, é ele (a pessoa) sentir que é capaz de fazer suas escolhas de acordo com seus próprios desejos. Sua escuta então, não deve ter a pretensão de apontar o caminho ou oferecer as respostas, mas sim, ajudar o outro a pensar, a pensar com a própria cabeça – eis a liberdade!

Então este, é um convite, para exercitar sua escuta empática. A neurociência diz que nascemos com esta capacidade, que um bebê, quando imita a careta de um adulto, o faz por que é capaz de usar seu sistema de neurônios espelho, que tem a função de reproduzir e espelhar em nós, aquilo que vemos no outro.

Somos seres sociais, interativos, precisamos do outro e a cada novo dia precisamos nos lembrar disso, pois aí é que mora nossa tão bela capacidade: a de AMPARAR.

 

Psicóloga Francielli Macagnan

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